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::: Artur Zetes .Online.
Terça-feira, Setembro 13, 2005
 

Onde andas tu?

Que saudades das nossas conversas? Santarém? Como sempre perdida?

posted by David 1:31 PM
Terça-feira, Junho 15, 2004
 
Não Atire! Eu só vim comprar Maconha!

posted by Artur Zetes 11:22 PM
Terça-feira, Maio 25, 2004
 

Pagar com o pelo do cão

Expressão utilizada quando cai um pardal de um beiral! Ou talvez não seja mais que:

______________
_|
_|
_|
uma _______|

para algum lado?

posted by Artur Zetes 6:30 PM
Quinta-feira, Abril 29, 2004
 

A Corrida

Voltando às lides. As minhas incursões pelo Ribatejo são sempre coisa para durar meses. Desta vez, desde Janeiro. Escrevo e bebo. Bebo e escrevo. Ando também a cavalo, mas normalmente não me consigo segurar na sela. E desisto ao fim da primeira queda. Depois chamo o Francisco para ir buscar o cavalo ao pasto que eu estou bêbado.

A última, estava escrevendo a porcaria de uma crónica para uma revista feminina. Eu? Logo eu? Quem se lembra de me pedir tal coisa. Eu sou um tipo das corridas de cavalos, que hão-de voltar a Portugal, dos charutos, dos copos. Agora escrever para uma revista feminina, daquelas que dão brinde e tudo? Não era para mim.

Nunca percebi muito bem esta lógica de darem brindes com as revistas. E com os jornais. Como se aquilo que se compra, a informação, não tivesse importância nenhuma. Como se o acessório fosse apenas saber o que se passa no mundo. Porque o importante é o saiote, a mochila, o pente, o creme, a amostra de shampoo, o cd, o fascículo, sei lá a panóplia de tralha que literalmente os jornais e revistas nos impingem. Alguns deles por apenas mais 9,9?.

Voltando à crónica. Que pode um escritor acabado, sem editar, sem saborear a vida, refugiado numa quinta no Ribatejo, ter para dizer ao público de uma revista feminina? Sei que podia falar de moda. Mas não conheço ninguém do meio e não mais que dois ou três nomes das páginas dos jornais. Podia falar da família real espanhola, mas também pouco sei.

Falarei certamente de cavalos, a minha paixão eterna. Do tempo em que ia para Ponte de Lima com o David, para as corridas. Onde logo de manhã nos reuníamos para estudar os animais e onde em animadas discussões decidíamos aqueles que seriam os vencedores das corridas. Era uma emoção, vê-los alinhados nas balizas de partida.

Isto tudo foi até 2002. Depois acabou. Agora, passados 2 anos, regressou tudo. Juntei-me como o meu amigo no Domingo, 18 e fomos até Calvelo para o regresso dos dias de corridas. O campeonato voltou com quatro, uma das quais apenas com cavalos nacionais. Eram 15h horas quando tudo começou e o pó dos 1500m da pista foi sacudido pela primeira vez. Sentia-se um nervoso no ar. Os cavalos galopavam na ponta do chicote e à medida que se aproximavam da linha de chegada o nervoso começava a invadir o nosso peito. Por fim cortaram a meta e saltamos de contentamento. Tínhamos ganho a primeira corrida.

Mais 3 corridas se seguiram e até ao dia de S. Martinho, onde acaba a época de corridas deste ano, vão-se realizar mais 7 eventos. Para quem nunca assistiu a uma corrida de cavalos, dê um saltinho a Calvelo, em Ponte de Lima, para ver alguns puro sangue, maravilhosos, em corridas deslumbrantes. E já agora, faça uma apostinha, nem que seja com um amigo.

posted by Artur Zetes 3:32 PM
Segunda-feira, Fevereiro 09, 2004
 

Ser escritor

É. Sim. Somos uma sociedade de consumo. Pra mim é muitas vezes difícil aceitar essa realidade. Eu me perco no mundo da lua e quando retorno alguns estragos já foram feitos no meu quintal. O primeiro dos estragos que sofre um escritor iniciante e desconhecido é o do estereótipo. Ele deve fazer de tudo para fugir dos estereótipos. Se bebe algumas cervejas, é bêbado. Se troca freqüentemente de namoradas, é mulherengo. Ou machista. Se é escritor, deve se resignar a se vestir mal, andar pelos cantos deprimido, ter alguma paixão impossível, se for uma prima melhor ainda, não gostar de nenhum exercício físico, ter tendências homoafetivas reprimidas e detestar qualquer tipo de aventura que ultrapasse o seu lar doce lar.
Não. Sei que existiu Hemingway.

posted by David 12:30 PM
Quinta-feira, Janeiro 22, 2004
 

E Ainda se Recicla o Recilado

Estes reciclam o reciclado. Ora aí está algo que eu tb estou a fazer..

Acho que vou até ao Ribatejo. Estou em Lisboa há tempo demias e estes ares fazem-me mal. Santarém espera por mim...

posted by Artur Zetes 12:59 AM
 

aula de

Fala o nu para o roto

Noventa por cento do que se diz não passa de reciclagem pura e dura. RECICLAGEM RECICLAGEM.
Nem a forma de o dizer varia de casa para casa. Falamos todos portugês. Cada vez gosto mais dos blogs escritos em árabe, é que deixando o computador ligado aquilo acaba por ter um efeito estético...

posted by Artur Zetes 12:54 AM
 

Não sou só eu.

Este também foi pregar para outro lado. Depois da euforia do verão de 2003, muito por causa de meia duzia de jornalistas paneleiros que não percebem nada de cavalos, agora é tempo de começar a contar as campas no cemitério. Palhaços sorriem à porta desse circo de disponíveis, como algum alguém lhes chamou. Vão mas é apanhar todos ovos à capoeira.

posted by Artur Zetes 12:43 AM
Quarta-feira, Janeiro 14, 2004
 

Qual?

Qual é a verdadeira vontade de blogar? Acho que me vou dedicar aos meus cavalos. Estou farto de andar a matutar no que aqui escrever.
Por isso qual Jacko, estou RIP para esta presença online... Ao David o meu obrigado pela brincadeira. Depois da Cidade Louca Portugal não está preparado para tanta agitação. Isto não é um adeus, antes um até já.... Aos muitos 3 leitores que aqui vem, pede-se o favor de me esquecer. Já não estarei por aqui da próxima vez. Obrigado.

posted by Artur Zetes 11:17 PM
Terça-feira, Dezembro 02, 2003
 

como eu fui apanhado!

um poema célere não
é mais que um
amontoado
de poehmash

aquele
vão de escada onde a puta se deita
e onde eu fico à espera

à espera
à esperrrraa
puta de merda.

espero que ela esteja lá.

quando caiu das escadas sabia que o perderia. Puta de merda.

Fui aos correios e levantei uma encomenda. O carteiro olhou
para os botões de ouro que trazia na camisa.
Fui parado.
Revistado.

encanaram-me por causa deles. dos botões.
ensanguentados. na encomenda as nadegas dela e a faca com que as cortara.

do TXT

posted by Artur Zetes 1:41 AM
Sábado, Outubro 04, 2003
 

De Professor a contador de histórias

Uma nota breve para o prémio Nobel da Literatura. JM Coetzee.

posted by David 2:51 AM
Sexta-feira, Setembro 19, 2003
 

Duas vezes me repito.

Duas vezes me repito, frase feita de carvão envelhecido. Fui serviçal e voltei a ser pedestal. Caminhei hirto. Hirto que nem um cavalo lusitano. Cheio de vontade de trotar. De passear por vales e montados. Que queria ver os cercados. Que ia saltar os portões deste vasto Alentejo onde me perco no olhar. Sabe quem sabe que sou do minifúndio. Que sou morgado de Ponte do Lima, das corridas de cavalos. Que agora me apaixono pela planura, que no Alentejo vejo meus olhos verdejantes. Que longe ando perdido. Contarei pontualmente, em minhas visitas à urbe, novas de minha nova paixão. De minha quinta, de meu regadio. De minha vinha e minha ceara. Contarei de meus sobreiros. E se me apetecer. Se me apetecer muito, lerei um poema para encanto meu. Ou teu, talvez.

posted by Artur Zetes 3:19 AM
Quinta-feira, Setembro 11, 2003
 

O UNIVERSO

O UNIVERSO, que é como um edifício sem paredes,
ou as cores que julgamos ver no céu,
tudo é obra de um mestre ilusionista chamado Ignorância

Índia Yogavasishtha
(tradução de Manuel João Magalhães)

posted by Artur Zetes 2:19 AM
Quinta-feira, Setembro 04, 2003
 

Voltei

Depois de uma temporada longe das corridas de cavalos, mas nunca longe deles, que assim o meu médico me anuiu, recuperei e estou de volta às lides, como se costuma dizer. Tive o privilégio de ter os amigos por perto e prometo rapidamente voltar a trazer poesias e novas a estas e outras bandas.

posted by Artur Zetes 2:28 AM
Quarta-feira, Setembro 03, 2003
 

Voltou

Parece estar de regresso, na mesma raiva e mesma fúria esta senhora

posted by Artur Zetes 1:01 PM
Terça-feira, Junho 17, 2003
 
não sacar
ei (apesar
da vontade)
uma rosa
contra (indo)
lâminas

quando muito (escolhi-
das armas) rirei
de seu (só) saber de cortes

Marcos de Carvalho
Alfenas/MG-Brasil

posted by Artur Zetes 1:50 AM
Quarta-feira, Maio 28, 2003
 
104


Se recordo quem fui, outrem me vejo,
E o passado é um presente na lembrança.
Quem fui é alguém que amo
Porém somente em sonho.
E a saudade que me aflige a mente
Não é de mim nem do passado visto,
Senão de quem habito
Por trás dos olhos cegos.
Nada, senão o instante, me conhece.
Minha mesma lembrança é nada, e sinto
Que quem sou e quem fui
São sonhos diferentes.

26-5-1930
Ricardo Reis

posted by Artur Zetes 11:18 PM
Sexta-feira, Maio 23, 2003
 
A boca


      A boca
      que primeiro levou
      aos meus lábios a cor da aurora
      ainda
      em belos pensamentos desconto o aroma.

      Ó pueril boca, amada boca,
      que dizias o que ousavas e tão doce
      eras a beijar.

Umberto Saba (1883-1957)
(tradução de Eugénio de Andrade)

posted by Artur Zetes 12:58 AM
Quarta-feira, Maio 21, 2003
 
the aliens

you may not believe it
but there are people
who go through life with
very little
friction or
distress.
they dress well, eat
well, sleep well.
they are contented with
their family
life.
they have moments of
grief
but all in all
they are undisturbed
and often feel
very good.
and when they die
it is an easy
death, usually in their
sleep.

you may not believe
it
but such people do
exist.

but I am not one of
them.
oh no, I am not one
of them,
I am not even near
to being
one of
them

but they are
there

and I am
here.

Charles Bukowski

posted by David 2:34 AM
 
oh,yes

there are worse things than
being alone
but it often takes decades
to realize this
and most often
when you do
it's too late
and there's nothing worse
than
too late.

Charles Bukowski

posted by David 2:09 AM
Segunda-feira, Maio 12, 2003
 
[...]

Foi sobre a relva orvalhada
Pelo frescor de um riacho
Quando o sol obliquava
E em volta era tudo selva,
Que eu comi uma pantera
Escura, feroz, inglesa,
Com o cheiro de violetas
Debaixo dela e de mim.

(Fulva para quem quiser
modas pré-rafaelitas,
a pantera! Tanto faz!
Ou morena. Convenção
Como convém a uma inglesa
Convencional, de ocasião.)

E quando nos despedimos
- era noite, havia estrelas -
disseste com essa fleuma
que tão mal me fica a mim:
- I'll see you later. Do come.
Vem amanhã tomar chã
Eu gostar muito de ti.

Ruy Cinatti (1915-1986)
Manhã Imensa

posted by Artur Zetes 10:00 PM
Domingo, Maio 11, 2003
 
Já não há coragem para escrever a tinta permanente e quem o faz, fá-lo por falta de reflexão sobre a efemeridade da palavra.

posted by Artur Zetes 2:58 AM
Segunda-feira, Abril 07, 2003
 
Vale a pena ler esta crónica.

posted by Artur Zetes 3:41 PM
Terça-feira, Abril 01, 2003
 
Boris Boris Boris

Uma explosão...
Cada vez mais violência
Serviçalmente
Modo e que modo...

AZERT

click clack click clack click clack

kling klong kling klong kling klong kling klong kling klong kling klong

(silêncio)

1'0'1'0'1'0'1'01'1'0'1'0'1'0

O ruido corta todo o silêncio. Ou será o silêncio?
Mas será o ruido nosso ou dos outros?... Quem corta o silêncio?...

O meu cerebro sente lentamente a corrente a ser descarregada pelo meu corpo.
Nunca imaginei que doesse tanto.. Pensei que fosse instantâneo.. E o cheiro?... Que cheiro...

Tszzz! Tszzz! Tszzz! Tszzz!

(venlafaxina)

Ahhhh.... Blop... Blop... Blop...
Boris is cool ... my blop... friend....
Boris... come to me... friend.. blop...

Tszzz!

posted by Artur Zetes 12:14 AM
Domingo, Março 30, 2003
 
Tive uma pequena imodéstia minha publicada num blog brasileiro. É um paragrafo apenas de resposta a uma questão muito simples:

Como no filme 'Quero ser John Malkovich', você pode entrar na cabeça de qualquer pessoa do mundo, e viver lá um tempo, até cair do céu na beira daquela estrada. Na cabeça de quem você gostaria de entrar?
A minha resposta começou assim:

Há muita gente na cabeça da qual eu não queria entrar ....
[ Multi-uso ] - Ver mais

posted by David 3:28 PM
 
Sim não sim não sim não
Ela viaja, dorme 4 horas e ele guia-a.
Ela dorme, conduz estrada fora... fora vai fora vai..
Uma duas três quatro cinco cinco cinco cinco..
fora um fora dois... foramos todos...
Ele ronca. Ela vê uma nuvem azul...
uma caixa pousada em cima do tabliê
uma duas três quatro cinco cinco cinco cinco

Um camião de 6 eixos sai de mão e por muito que ela guine para a berma, o monstro persegue-a e embate-lhe frontalmente.

Jinga jinga jinga... o cheiro a borracha queimada enche o ar.

cinco quatro três dois um (Clear) biiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiip

posted by Artur Zetes 3:16 PM
Terça-feira, Março 18, 2003
 

posted by David 4:14 PM
Quinta-feira, Março 13, 2003
 
Depois de ler Buk Buk consome-nos. A insanidade é uma presença estranha, porque nunca é assumida. É apenas constatada e não o é na acção, é-o na ausência. Uma ausência estranha. Um autor que caminha para o vazio. Um vazio maior a cada página que o leitor passa e que apenas por obsessão se continua a ler e a caminhar e a tentar perceber porque não se caminha para lado nenhum. Com Buk cada um faz a viagem mental que muito lhe apetecer. E cada um lê o que quiser ler. Como muito bem lhe aprouver. E se depois da surpresa se continuar contente e fascinado... ou melhor, como diria Hank: «É melhor esperar 18 dias para saber se é bom»

posted by David 11:04 PM
Domingo, Fevereiro 23, 2003
 
O gado, o gado, o gado, o gado..
Este animal não me sai da cabeça! Que raio quer dizer o Gado... nesta minha demência.. (só tenho consulta marcada para daqui a 15 dias, vai ter que esperar) Mas para além do gado lembro-me da carneirada e lembro-me de 90% da carneirada para ser mais preciso. Tenho que a afastar de mim. Como afastar esta multidão, esta manada, esta vara (que até é de animal muito perfumado). Afasta mata esfola. Não quero nada aqui tão perto. Obsessão estranha.. Ai demência demente eu que fico só pensando nesta intransigência. Quero que a Vara vá andando, que a manada seja deslocada para longe de mim. Que a Carneirada se dane, vá para o fim do mundo e que nesse fim do mundo haja uma ravina e que eu esteja lá dando um chuto no cu de cada um destes animais e que cada um deles não perceba o que eu estou fazendo àquele que está na frente e agradeça ainda o chuto que lhe dou e pense (não pensa, porque penso eu nisso? – Mais uma prova de minha demência... pensar que eles pensam.) E como penso e penso que pensar é condição universal, penso que pensam e penso que estou certo e estes animais todos que me rodeiam continuam aqui me rodeando. Me fazendo pensar que afinal nem todos pensam. E nesse fim do mundo há-de estar uma figueira, que é sinónimo de Demo, mas que me alimentará a mente enquanto os chuto para o vazio onde sempre estiveram. E quando terminar essa minha tarefa... novos animais terão surgido e novamente pensarei que pensam e estarei novamente em desvantagem pois terei comido todos os figos dessa figueira. E aí nada mais terei para trocar com o Demo e aí serei eu quem dará um chuto em mim.

E

C
A
I
R
E
I

.
.
.
.
.
.
.

posted by Artur Zetes 11:52 PM
 
Joceline
meu ruminante falador...
Meu calcinante encantador...
Meu Brasil meu Rio de Janeiro...
Minha América do Sul encantada...
Que me prende de madrugada...
Prendeu..
Perdeu.. Perdi...
Te a mim cantei esse poema desventurado... Cantado.. viola, aqui achado...
Que fiquei aqui. Sozinho...

posted by Artur Zetes 11:14 PM
Sexta-feira, Fevereiro 21, 2003
 
Estou a ouvir rádio. Não consigo escrever. O meu rádio grita e perfura os meus ouvidos. E assim não consigo escrever. Para escrever preciso de silêncio, mas também o silêncio me prejudica. O meu psicanalista diz-me para não me deixar ficar em silêncio. Que a minha vertente maniaco-depressiva me leva por pensamentos maus, quando estou em silêncio. Mas que raio é que ele quer dizer com pensamentos maus? Que eu pense na vida e ache que cada vez há menos pessoas inteligentes, e que ache que cada vez é mais importante ser diferente e felizmente por vezes ainda pensar pela nossa cabeça. Claro que assim tenho pensamentos maus. Claro que assim fico depressivo quando penso na porcaria de mundo em que vivemos e que cada vez menos as pessoas são importantes... para as pessoas fico assustado. Mas porque fico depressivo se o sol invade a vidraça de minha casa com uma luz quente? O meu sofá de pele está ali, qual trono real, junto a um candeeiro de pé alto, que uso à noite para acompanhar as minhas leituras. Parece um casaco de pele coçado pelo tempo e pelo uso. Faz-me sentir bem, protege-me. Gosto daquele cheiro a pele curtida que apanhou muitos dias de Sol. A minha janela realmente é grande. Devia mandar fazer uma janela igual em todas as divisões da minha casa. Claro que não podia. O quarto, virado a nordeste, ficaria muito frio no Inverno. E não posso... Estragava a fachada. Mas esta janela aqui virada a sul, com esta área envidraçada... é o local mais aprazível da minha casa... E o sofá aqui encostado... A sua tonalidade castanha por vezes confunde-se com a própria luz nas tardes de verão e quando olho pela porta da cozinha fico por momentos a contemplar a sala, como se fosse uma natureza morta ali disposta. Que coisa esta... Porque sou maniaco-depressivo? Diz o analista que sou. Pronto acredito que sim. Mas em parte o reconhecimento da doença devia ser meio caminho andado para a cura. Mas se sou sou porquê? Sinceramente gostava de saber. Refugio-me no seio do meu sofá. É calmo, discreto e tem um cheiro a cabedal que adoro.

posted by Artur Zetes 9:56 PM
Segunda-feira, Fevereiro 17, 2003
 


Imagem comovente. Bela.

posted by Artur Zetes 12:00 PM
Domingo, Fevereiro 16, 2003
 
As identidades
Escondidas
Perdem-se
Aqui e ali, ali, aqui como [lá] cá.
Alternam... vazias...

e sentem saudades... [sei lá se cá se sente saudades]

posted by Artur Zetes 11:52 PM
Domingo, Fevereiro 02, 2003
 
Façanhas....

posted by Artur Zetes 4:16 PM
Quarta-feira, Janeiro 22, 2003
 
"From every region of AEgea's shore
The brave assembled; those illustrious twins
Castor and Pollux; Orpheus, tuneful bard;
Zetes and Calais, as the wind in speed;
Strong Hercules and many a chief renowned.
On deep Ioclos' sandy shore they thronged,
Gleaming in armour, ardent of exploits;
And soon, the laurel cord and the huge stone
Uplifting to the deck, unmoored the bark;
Whose keel of wondrous length the skilful hand
Of Argus fashioned for the proud attempt;
And in the extended keel a lofty mast
Upraised, and sails full swelling; to the chiefs
Unwonted objects. Now first, now they learned
Their bolder steerage over ocean wave,
Led by the golden stars, as Chiron's art
Had marked the sphere celestial,"

posted by Artur Zetes 1:50 PM
 
Depois de me ter chatedo com os Gajos do Weblogger do Brasil decidi mudar-me de armas e bagagens para aqui. A ver se consigo recuperar alguns links perdidos. Malditos NERDS.

AS COISAS ANTIGAS

segunda-feira, 20 de janeiro de 2003
De novo a escrever desenfreadamente. Quero dizer mil coisas e quero dizer mil coisas depressa de mais. E quero saber tudo e compreender e porque raio o céu deixa de ser azul se o gastarmos e olharmos para ele tempos sem fim! Por vezes não percebo esta merda. Porque é que as coisas se gastam por olhar para elas. O uso devia gastar. Lei do atrito. Mas agora de olhar? Não percebo. Porque tenho sempre que andar a uma velocidade que não consigo acompanhar? Cinzentinhos? Só se for o meu cérebro. Que raios.
Estava a reler uns textos antigos e dei por mim a receber energia do passado. Não sei se já aconteceu com mais alguém. Comigo foi a primeira vez. Mentiroso. Estou só a fazer sala. Sempre que alguém escreve alguma coisa que lhe diz respeito e da qual gosta imenso claro que vai sentir muitas saudades do passado e vai sentir uma fonte de inspiração para continuar a escrever. Mas isto a propósito de um Poema do nosso MSC que de belo é mais explicito que qualquer palavra que sobre ele possa escrever. E eis a razão da minha saudade e eis a razão do meu contentamento e eis porque sim e porque sempre sim.

SUGESTÃO

As companheiras que não tive,
Sinto-as chorar por mim, veladas,
Ao pôr do Sol, pelos Jardins...
Na sua mágoa azul revive
A minha dor de mãos finadas
Sobre cetins...

Mário de Sá-Carneiro
Paris, Agosto de 1914

Artur- zetes |21:21:59o

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Sabem os maus prenúncios? Pois é! Acabei de ter um. O meu MSC caiu ao chão. Deu um tombo do tamanho do mundo, como se me quisesse chamar a atenção para alguma coisa. Não acredito nestas coisas...
Imediatamente a pessoa que esperava para jantar telefonou a dizer que estava atrasada... Não sei que pensar... coincidência? Eu não acredito nessas coisas embora adore todos estes mistérios. Os gatos pretos dão azar? A quem? Eu adoro escrever que dão!

Ah! No primeiro post referi o Projecto Cidade Louca, mas esqueci-me de dizer onde podem encontrar o malfadado projecto. E juro que jamais falarei nele. Que foi passado e eu renasci... e como uma criança pequena vou aprender tudo novamente.

Artur- zetes |16:34:04

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domingo, 19 de janeiro de 2003
Fui convidado por um amigo para participar num dos seus blogs... com textos regulares sobre poesia e coisas afins. E como despertei para estas coisas da Internet há muito pouco tempo, decidi experimentar por mim mesmo. Abri uma conta aqui no Weblogger Brasil e decidi fazer começar a escrever na Internet. Aliás voltei a escrever. Depois do projecto antigo da Cidade Louca que encerrou ao fim de 10 meses de loucura, é um regresso. Um volta aos tempos de juventude e exploração. Provavelmente não terá o sucesso que o outro projecto teve, que este é mais intimista e menos exposto às vicissitudes da opinião pública. Mas será também um projecto interessante.
Embora muito honestamente não me veja a escrever um diário, assumo que o possa parecer. Aquilo que apenas desejo é que não me canse nunca e que tenha sempre algo a dizer. Mais não seja a mim mesmo.


Artur- zetes |14:16:47

posted by Artur Zetes 1:33 PM