| Sexta-feira, Setembro 19, 2003 |
Duas vezes me repito.
Duas vezes me repito, frase feita de carvão envelhecido. Fui serviçal e voltei a ser pedestal. Caminhei hirto. Hirto que nem um cavalo lusitano. Cheio de vontade de trotar. De passear por vales e montados. Que queria ver os cercados. Que ia saltar os portões deste vasto Alentejo onde me perco no olhar. Sabe quem sabe que sou do minifúndio. Que sou morgado de Ponte do Lima, das corridas de cavalos. Que agora me apaixono pela planura, que no Alentejo vejo meus olhos verdejantes. Que longe ando perdido. Contarei pontualmente, em minhas visitas à urbe, novas de minha nova paixão. De minha quinta, de meu regadio. De minha vinha e minha ceara. Contarei de meus sobreiros. E se me apetecer. Se me apetecer muito, lerei um poema para encanto meu. Ou teu, talvez.
posted by Artur Zetes
3:19 AM
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| Quinta-feira, Setembro 11, 2003 |
O UNIVERSO
O UNIVERSO, que é como um edifício sem paredes,
ou as cores que julgamos ver no céu,
tudo é obra de um mestre ilusionista chamado Ignorância
Índia Yogavasishtha
(tradução de Manuel João Magalhães)
posted by Artur Zetes
2:19 AM
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| Quinta-feira, Setembro 04, 2003 |
Voltei
Depois de uma temporada longe das corridas de cavalos, mas nunca longe deles, que assim o meu médico me anuiu, recuperei e estou de volta às lides, como se costuma dizer. Tive o privilégio de ter os amigos por perto e prometo rapidamente voltar a trazer poesias e novas a estas e outras bandas.
posted by Artur Zetes
2:28 AM
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| Quarta-feira, Setembro 03, 2003 |
Voltou
Parece estar de regresso, na mesma raiva e mesma fúria esta senhora
posted by Artur Zetes
1:01 PM
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